Androida em verde - óleo sobre tela

 

 

Androida em azul - óleo sobre tela

 

 

A Androida Andrógina - 160x240 cm - óleo sobre tela

 
Pinturas para espíritos livres, Galeria Hebraica 2003.
Deveria eu parodiar Leminski? Se não deveria agora já o fiz:
Deus morreu, a pintura também
E eu não estou me sentindo bem
Pois é sobre paródia que se trata esta exposição, e como Lemisnki brincou uma vez com o texto de Nietzsche sobre a morte de deus, tomo o mesmo rumo.
Humano, demasiado humano é uma exposição de pinturas, pinturas figurativas! Figuras humanas! Poderia existir isso ainda? Se não poderia eu chuto o balde.
Permita-me começar com o título. Tomando emprestado o título do livro “Humano, demasiado humano” de Nietzsche, faço uma auto crítica da própria exposição. Questionando o tema aqui proposto, isto é o ser humano enquanto pintura e enquanto ser humano.
Mas se este tipo de pintura pode torcer o nariz dos contemporâneos o que dirá dos filósofos ao verem Nietzsche sendo citado como títulos das obras, como narrativa dos personagens ali pintados ou a pintura se fazendo de ilustração para a citação (as duas hipóteses são aplicadas em todas as obras).
Os títulos das obras foram tomadas do livro “Assim Falou Zaratustra”, provavelmente o mais importante livro do autor e talvez o mais conhecido, porém inegavelmente um dos mais obscuros e metafóricos fazendo dele quase que incompreensível para os leigos. Isso torna a proposta mais interessante visto que os personagens pintados são de crianças (remetendo a ingenuidade) as quais estão aparentemente citando o autor. Naturalmente é algo questionável a primeira vista, pois são frases quase violentas e que estão relacionadas com estas imagens “angelicais”, no entanto essa conexão, após superado o primeiro impacto do inesperado, torna-se instigante pela própria exploração deste conceito.
A paródia, no entanto, está na questão da morte de Deus e da pintura, foi no Zaratustra que Nietzsche propõe a morte de Deus e é do Zaratustra que eu trago as citações para o tema da pintura que também, segundo algumas tendências, deveria estar morta. Porém os dois fazem parte do mesmo trabalho é a paródia da dualidade que tanto aparece no “Assim Falou Zaratustra”.
Marcelo Paciornik
 

 

Androida Androgena 8 - 160x120 cm - óleo sobre tela

 

 

Androida Androgena 7- 200x100 cm - óleo sobre tela

 

 

Androidas 2 - 120x160 cm - óleo sobre tela

 

 

Androidas 1 - 120x160 cm - óleo sobre tela

 

 

Pan Noa  sentado - 160x120 cm - óleo sobre tela

 

 

Pan Noa olhando para o céu - 160x120 cm - óleo sobre tela

 
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